Distância.
Onde?
Onde está? Aonde vai? Onde fica?
Como ir? Como voltar? Ficar... estar.
Não me lembro de estar tão perto estando tão longe.
Onde o além reside aparecem os sonhos.
Mas não são reais. Estão longe demais.
Quais?
Quais os sonhos que estão longe?
A distância aproxima os sonhos. Ou não?
Quanto temos que sonhar para alcança-los?
A distância do sonhos é diretamente proporcional à vontade de alcança-lo.
Será que a distância é física? Ou mental.
O sonho, mental que é, torna-se uma distância a ser percorrida.
Jamais física.
Sonha-se um sonho e tenta-se alcança-lo. Mas não sonhando.
Percorrendo.
Correndo
Andando.
Até mesmo... sonhando.
Sonhos são intrinsecamente distantes.
Assim os são. É da natureza deles.
Estão longe. Muitas vezes além de estradas e caminhos.
Mas é preciso ir atrás deles.
Um dia tornam-se realidade.
As vezes momentânea.
Momentânea realidade.
Assim ela é. Fugaz. Mas real.
E a realidade tornou-se um sonho. Momentâneo.
E o sonho concretizou-se.
Talvez por um momento.
Será que foi sonho? Ou realidade?
Não importa. Concretizou-se.
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