quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dia 11 de Setembro, revisitado

11 de Setembro. Um marco na história mundial.
Dia em que as torres caíram. Gêmeas.
Irmãs. Mortas.
Enterradas.

11 de Setembro.
Há um ano.
Dia em que todos grudamos os olhos na TV e acompanhamos o cinema “ao vivo”. O espetáculo sem efeitos.
Dia em que ficamos conhecendo o Afeganistão.
O Al Quaeda. O Bin Laden.

Dia em que aprendemos que podíamos viajar com facas, canivetes e tesouras.
Dia em que Nova Iorque mudou. Acinzentou-se. Escureceu.
Dia em que o mundo perdeu uma paisagem.
E que os Americanos ganharam um mártir.

Dia em que aprendemos como se evacuar um prédio.
Dia em que aprendemos como bombeiros são importantes, e valorizados, respeitados... E sentidos, chorados.

Há um ano descobrimos que o Antrax existe.
Que mata e que pode ser fabricado. E que pode ser enviado pelo correio. E que deixa todo mundo neurótico.

Aprendemos que aço derrete (por melhor que seja) e que aviões são poderosos. Que levam gente e carregam mercadoria TAMBÉM.
Mas podem ser perigosos. Uma arma. Uma arma que derrete aço.
Aprendemos que aprendemos com os Japoneses.

Descobrimos que o mundo é frágil.
Que somos vulneráveis.
E que não há quem não seja.

Observamos a crueldade. A maldade.
Vimos o fanatismo. A religião.
Vimos o mundo árabe, os muçulmanos, os judeus.
Os afegãos, os “paquis”, os israelenses.
Vimos o Iraque.
Vemos o Iraque. Sadam.

No dia 11 fugimos. Corremos.
Suamos, trememos, choramos.
Abrimos a boca.
Vimos famílias mutiladas. Filhos tristes.
Mães sós. Mães fortes.
Pais abestalhados, hipnotizados.
Vimos patrões desolados.
Empresas acabadas.

Vimos dinheiro voando.
Muito dinheiro. Vimos ameaçada a supremacia financeira.
Vimos depois o poderio bélico. O poderio aéreo e terrestre.
Vimos o poder da negociação. Unilateral ocidental.
Eficiente.

11 de setembro foi um dia em que vimos muita coisa. Pensamos muita coisa e paramos para pensar outras coisas.
Paramos para lembrar de ter memória.
Paramos para lembrar de não esquecer.

Vimos tudo.
Vimos nada.
Vimos perdas e vimos vazio. Vimos depois ganhos. Ganhamos memória.
Já perdemos.
Toninho foi morto.
E aí. Quem lembra?
Foi no mesmo 11 de Setembro.

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