11 de Setembro. Um marco na história mundial.
Dia em que as torres caíram. Gêmeas.
Irmãs. Mortas.
Enterradas.
11 de Setembro.
Há um ano.
Dia em que todos grudamos os olhos na TV e acompanhamos o cinema “ao vivo”. O espetáculo sem efeitos.
Dia em que ficamos conhecendo o Afeganistão.
O Al Quaeda. O Bin Laden.
Dia em que aprendemos que podíamos viajar com facas, canivetes e tesouras.
Dia em que Nova Iorque mudou. Acinzentou-se. Escureceu.
Dia em que o mundo perdeu uma paisagem.
E que os Americanos ganharam um mártir.
Dia em que aprendemos como se evacuar um prédio.
Dia em que aprendemos como bombeiros são importantes, e valorizados, respeitados... E sentidos, chorados.
Há um ano descobrimos que o Antrax existe.
Que mata e que pode ser fabricado. E que pode ser enviado pelo correio. E que deixa todo mundo neurótico.
Aprendemos que aço derrete (por melhor que seja) e que aviões são poderosos. Que levam gente e carregam mercadoria TAMBÉM.
Mas podem ser perigosos. Uma arma. Uma arma que derrete aço.
Aprendemos que aprendemos com os Japoneses.
Descobrimos que o mundo é frágil.
Que somos vulneráveis.
E que não há quem não seja.
Observamos a crueldade. A maldade.
Vimos o fanatismo. A religião.
Vimos o mundo árabe, os muçulmanos, os judeus.
Os afegãos, os “paquis”, os israelenses.
Vimos o Iraque.
Vemos o Iraque. Sadam.
No dia 11 fugimos. Corremos.
Suamos, trememos, choramos.
Abrimos a boca.
Vimos famílias mutiladas. Filhos tristes.
Mães sós. Mães fortes.
Pais abestalhados, hipnotizados.
Vimos patrões desolados.
Empresas acabadas.
Vimos dinheiro voando.
Muito dinheiro. Vimos ameaçada a supremacia financeira.
Vimos depois o poderio bélico. O poderio aéreo e terrestre.
Vimos o poder da negociação. Unilateral ocidental.
Eficiente.
11 de setembro foi um dia em que vimos muita coisa. Pensamos muita coisa e paramos para pensar outras coisas.
Paramos para lembrar de ter memória.
Paramos para lembrar de não esquecer.
Vimos tudo.
Vimos nada.
Vimos perdas e vimos vazio. Vimos depois ganhos. Ganhamos memória.
Já perdemos.
Toninho foi morto.
E aí. Quem lembra?
Foi no mesmo 11 de Setembro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário